A Polícia Federal efetuou a prisão em flagrante de seis indivíduos em Belém, no Pará, na terça-feira (29), durante uma operação centrada no candidato a deputado federal Manoel Pioneiro (Republicanos).
Alvos da operação policial
Além do político, a ação resultou na detenção de Caio Henrique Silva da Silva, Fabrício Silva Nunes, Gleidson Hanlde Modesto de Oliveira, Ricardo Augusto Soares Gimenes e Victor Augusto Sampaio Damas.
Investigação por crimes eleitorais
Conforme o auto de prisão, o grupo é investigado sob a suspeita de lavagem de dinheiro e pela prática de corrupção eleitoral, crime tipificado no artigo 299 do Código Eleitoral, que trata de compra de votos.
Vínculos políticos e administrativos
Dados públicos indicam que vários dos suspeitos detidos mantêm ligações diretas com Pioneiro, além de passagens pela Companhia de Habitação do Estado do Pará (Cohab) e pela administração municipal de Ananindeua.
Manoel Pioneiro administrou Ananindeua por quatro mandatos e assumiu o comando da Cohab em 2025. Caio Henrique exerceu funções de chefia na companhia durante a gestão dele, ao passo que Victor Augusto trabalhou como assessor da presidência.
Histórico dos suspeitos na política local
Gleidson Modesto ocupou funções na Prefeitura de Ananindeua e concorreu a uma cadeira na Câmara de Vereadores nas eleições de 2024. Ricardo Gimenes também participou do pleito para o Legislativo municipal e integra registros de conselhos e entidades da região, enquanto Fabrício Nunes registra passagens de trabalho no gabinete do prefeito.
Após as prisões efetuadas pelos agentes federais, a equipe de comunicação de Pioneiro declarou que um saque no valor de R$ 300 mil feito na terça-feira aconteceu dentro da normalidade e negou qualquer ligação com atividades de campanha eleitoral.
















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