O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou forte apoio ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, logo após o Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) decidir pelo arquivamento de um pedido de investigação contra ele.
Decisão do Conselho Superior do MPF
Por uma margem apertada de cinco votos a quatro, o colegiado rejeitou a abertura da investigação na última sexta-feira, 25. Na mesma sessão, o conselho também votou, de forma unânime, contra o afastamento de Gonet de todas as atuações ligadas aos processos do Banco Master.
Através de uma rede social, o magistrado do STF declarou que o veredito apenas chancelou uma constatação óbvia. Em sua postagem, ele ressaltou que não existia qualquer impedimento legal para que o PGR continuasse conduzindo os casos do Banco Master, tampouco motivos para manchar uma trajetória consolidada ao longo de décadas dedicadas ao serviço público.
Críticas à condução do processo
Apesar de não mencionar nominalmente, Gilmar direcionou reprovações ao relator do processo do Banco Master na Suprema Corte, o ministro André Mendonça. O ponto central da crítica foi a decisão de retirar o sigilo de diálogos envolvendo o chefe do Ministério Público Federal.
Conforme a avaliação do decano, a exposição pública aconteceu antes mesmo de se constatar a inconsistência das acusações. O ministro pontuou que a medida acabou submetendo um servidor íntegro a campanhas difamatórias na internet, gerando prejuízos irreversíveis à sua imagem devido a vazamentos parciais em um inquérito politizado.
Defesa da cúpula da Polícia Federal
No mesmo pronunciamento, o integrante da mais alta corte do país voltou a repudiar as investidas contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O comando da corporação havia sido alvo de uma ordem de afastamento emitida por Mendonça, medida que passou por reversões até ser anulada pela presidência do STF.
Para o ministro, a tentativa de destituição configurou um ato desproporcional e de consequências imprevisíveis para a estabilidade institucional, resultando na desestruturação momentânea da cúpula do órgão encarregado pelo policiamento das fronteiras nacionais. O episódio reforça as recentes tensões entre membros da mais alta corte do país sobre os rumos de investigações sensíveis.
















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