A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP) intensificou a pressão sobre o Ministério da Justiça e Segurança Pública ao protocolar novos requerimentos na Câmara. O objetivo é obter esclarecimentos definitivos sobre a atuação da alta cúpula da Polícia Federal em episódios envolvendo o Banco Master e investigações do INSS.
Viagem a Londres e patrocínio sob suspeita
O primeiro eixo das cobranças diz respeito à participação do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, em um evento realizado na capital britânica entre 24 e 26 de abril de 2024. A parlamentar exige detalhes sobre o custeio da viagem ao Fórum Jurídico Brasil de Ideias, organizado pelo Grupo Voto e patrocinado pelo Banco Master.
Embora a pasta tenha informado que a viagem ocorreu na modalidade de ônus limitado, sem diárias pagas pela União, o novo documento questiona quem bancou as despesas de hospedagem e transporte. A deputada quer saber se houve envolvimento de pessoas ligadas a Daniel Vorcaro e se foram aplicados controles de integridade antes do aceite do convite.
Além disso, o texto indaga se ocorreram novos encontros ou tratativas com intermediários e com o próprio investigado após o início das apurações. Para a parlamentar, a cúpula policial não pode ter despesas arcadas por investigados pela própria instituição.
Mudança na chefia da Operação Sem Desconto
A segunda frente de questionamentos aborda a substituição do delegado responsável pelas investigações de fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS. Segundo a autora dos pedidos, a justificativa oficial de reorganização administrativa fornecida anteriormente foi vaga e deixou pelo menos nove indagações sem respostas satisfatórias.
A representante do Legislativo exige a apresentação de documentos comprobatórios, incluindo datas exatas, portarias formais e a identificação precisa das autoridades que ordenaram a remoção do investigador de um caso considerado de alta sensibilidade.
Por fim, os novos requerimentos buscam apurar se houve interferência ou comunicação por parte da Presidência da República, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) ou do Supremo Tribunal Federal sobre a permanência do agente, bem como um relatório detalhado sobre o impacto da troca na distribuição dos inquéritos em curso.
















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