Lula defende responsabilidade fiscal e soberania em jantar com empresários

A empresários, Lula defende responsabilidade fiscal, estabilidade e soberania

A nove dias do pleito eleitoral, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu-se nesta sexta-feira (25) com uma plateia de mais de 740 convidados, incluindo 686 empresários, além de economistas, profissionais liberais e políticos em um hotel na capital paulista. Durante o encontro de cerca de 40 minutos, o chefe do Executivo enfatizou a importância da responsabilidade fiscal, da estabilidade econômica e da soberania nacional, reforçando sua experiência política para unir a nação e blindar o regime democrático.

H2: Compromisso com as contas públicas e o social O mandatário afirmou enfaticamente, por duas vezes, que a estabilidade fiscal é um dever inegociável da gestão pública. Segundo ele, o impacto de contas desajustadas recai diretamente sobre a população de menor renda. No entanto, ponderou que o equilíbrio das contas deve caminhar lado a lado com investimentos na área social, reiterando o objetivo de consolidar uma sociedade de consumo forte com foco na ampliação da classe média.

H2: Soberania e críticas à interferência externa O discurso também abordou riscos geopolíticos e a defesa dos recursos estratégicos do país. O presidente criticou investidas de potências estrangeiras na América Latina e alertou que adversários políticos poderiam entregar riquezas minerais brasileiras, como as terras raras, a governos estrangeiros. Ele defendeu que o Estado mantenha o controle sobre a exploração desses minerais críticos para evitar que o país retorne à condição de mero exportador de matérias-primas.

No campo internacional, o líder mencionou as tarifas comerciais impostas por Donald Trump e alertou para a possibilidade de aplicação da lei de reciprocidade caso o diálogo diplomático não prevaleça, reiterando que o Brasil deve ser controlado unicamente pelo seu povo e contar com uma indústria forte.

H2: Juros, reformas e cenário político Questionado pelo setor produtivo sobre a taxa de juros, o presidente pontuou que o Banco Central opera de forma autônoma, fruto de uma demanda encampada pelo próprio empresariado. Sobre a reforma tributária aprovada em sua gestão, pediu que as novas regras sejam experimentadas antes de novas alterações.

Sem citar nominalmente seu principal oponente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o candidato à reeleição questionou as condições do adversário para governar, argumentando que a disputa envolve a escolha entre fortalecer a democracia ou caminhar em direção à barbárie. O evento também foi marcado por críticas a desvios institucionais, menções a investigações judiciais e uma homenagem conjunta ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, destacando a importância do debate político pautado no argumento.

O jantar contou com a presença de ministros de Estado, presidentes de bancos públicos, candidatos aliados em São Paulo — como Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet — e principais executivos de grandes corporações e instituições financeiras do país.