Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 2º turno

Datafolha: Lula e Flávio empatam no 2º turno com 47% a 45%

Uma nova pesquisa do Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 24, revela um empate técnico na corrida presidencial para um eventual segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O atual mandatário registra 47% das intenções de voto, enquanto o parlamentar oposicionista soma 45%, mantendo a disputa dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Cenário do primeiro turno

Na disputa pelo primeiro turno, o candidato petista aparece na liderança com 40% da preferência do eleitorado, seguido de perto pelo representante do PL, que pontua 36%. Em comparação com o levantamento da semana anterior, quando registravam 39% e 36% respectivamente, ambos demonstram estabilidade no quadro geral. Já na simulação anterior de segundo turno, os índices eram de 46% para o presidente e 44% para o senador.

Desempenho dos demais candidatos

No pelotão inferior da simulação para a primeira etapa do pleito, os concorrentes mantêm patamares estáveis. Augusto Cury (Avante) alcança 5%, Ronaldo Caiado (PSD) marca 4%, e Renan Santos (Missão) detém 3%. Os nomes de Romeu Zema (Novo) e Samara (UP) aparecem com 1% cada. Entre o eleitorado, os votos em branco e nulos somam 5%, ao passo que os eleitores indecisos representam 2%.

Pressão por voto útil e fatores da semana

A constância estatística do cenário político tem intensificado a pressão exercida pelas duas principais campanhas em busca do chamado voto útil logo na primeira fase da eleição. De acordo com o instituto, o levantamento conseguiu capturar três principais fatos políticos recentes: a diminuição da temperatura na crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal, o anúncio de um reajuste de 15% no programa Bolsa Família e as discussões em torno de interferência externa na disputa eleitoral.

Repercussão internacional e economia

Enquanto o debate sobre o ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master perdeu espaço no noticiário, o aumento no Bolsa Família foi alvo de críticas da oposição, que classificou a medida como eleitoreira. Paralelamente, o tema da política externa ganhou força após o pronunciamento do presidente na Assembleia Geral da ONU, realizada na última terça-feira, 22, onde criticou ações atribuídas ao governo de Donald Trump em apoio a Flávio Bolsonaro.

Posteriormente, Trump liderou um encontro com líderes conservadores das Américas, classificando facções como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas — uma abordagem rejeitada pelo governo brasileiro, mas que reverberou fortemente na corrida presidencial, com acusações mútuas de leniência entre os adversários.

A coleta de dados do Datafolha ocorreu entre os dias 22 e 23, ouvindo um total de 2.002 eleitores em todo o país. O estudo, encomendado em parceria pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo, encontra-se devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00304/2026.