Wagner chama ACM Neto de retrocesso e aposta em Lula

Wagner chama ACM Neto de “retrocesso” e diz ter segurança na vitória de Jerônimo e Lula

O candidato ao Senado pela Bahia, Jaques Wagner (PT), afirmou nesta quarta-feira (16) que não identifica na população baiana um verdadeiro desejo de alternância de poder e classificou o adversário ACM Neto (União Brasil) como um símbolo de retrocesso político.

Críticas à postura e ao histórico do adversário

Durante entrevista à Rádio Metropole, o petista ironizou a juventude do opositor ao apontar que ele possui um pensamento antiquado. Na avaliação de Wagner, a verdadeira mudança é representada pelo atual grupo governista, enquanto a oposição significaria um retrocesso. O ex-governador ainda comparou Neto ao seu avô, o falecido ex-senador Antonio Carlos Magalhães, afirmando que o estilo de liderança permanece o mesmo, baseado em autoritarismo.

Controvérsia sobre a segurança pública

Ao rebater os ataques da oposição relacionados à segurança pública, Wagner admitiu a gravidade do problema, mas redirecionou as críticas para a gestão de ACM Neto à frente da prefeitura de Salvador. O candidato cobrou explicações sobre a promessa não cumprida de expandir o efetivo da Guarda Municipal para 3 mil agentes, destacando que apenas 21 servidores foram contratados no período. Para o petista, o rival não possui autoridade moral para debater o setor diante dos resultados de sua administração municipal.

Otimismo com o pleito estadual e nacional

Mesmo projetando uma disputa acirrada nas urnas, Jaques Wagner demonstrou plena convicção na vitória de Jerônimo Rodrigues ao governo do estado. O otimismo é fundamentado nas entregas da gestão atual, que incluem intervenções de mobilidade urbana como a Via Expressa, o VLT e as avenidas transversais na capital baiana, além do respaldo de diversos prefeitos do interior.

No cenário federal, o candidato saiu em defesa do presidente Lula (PT) e minimizou os levantamentos estatísticos que apontam cenário de empate com Flávio Bolsonaro (PL). A estratégia da base governista na reta final da campanha aposta na comparação de entregas administrativas e na consolidação da chapa majoritária para garantir o sucesso tanto no âmbito estadual quanto no nacional.