TSE manda Lula apagar vídeo eleitoral sobre Banco Master

TSE manda Lula retirar do ar vídeo sobre caso Master gravado no Alvorada

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, ordenou que a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva remova das redes sociais uma gravação eleitoral realizada no Palácio da Alvorada na qual o candidato aborda o caso envolvendo o Banco Master.

Decisão e regras eleitorais

A determinação foi emitida após uma representação protocolada pela chapa de Flávio Bolsonaro, adversário na corrida presidencial. O magistrado, que atua como relator da matéria na corte, apontou o descumprimento de normas que regulamentam a produção de propagandas políticas por ocupantes de cargos executivos em residências oficiais.

Publicada no dia 3 de setembro em redes como YouTube, Instagram e X, a peça audiovisual continha elementos visuais vedados pela legislação. Segundo a avaliação preliminar do tribunal, o cenário não apresentava a neutralidade exigida, exibindo a bandeira nacional e o estandarte presidencial.

Prazos e investigação de gastos

O tribunal estabeleceu o limite de 24 horas para que a equipe de comunicação retire o conteúdo de todas as plataformas digitais, além de conceder um prazo de cinco dias para a apresentação da defesa formal.

Ademais, o ministro requereu à Secretaria de Comunicação Social (Secom), ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e à Presidência da República esclarecimentos sobre o financiamento. Órgãos oficiais devem comprovar a origem dos recursos empregados na captação, edição e veiculação da propaganda, especificando se os custos saíram dos cofres públicos ou da verba de campanha.

Declarações sobre o Banco Master

Na gravação questionada, o chefe do Executivo classifica o episódio como o maior furto da história nacional, argumentando que o banqueiro principal mantinha laços com figuras influentes e teve suas operações paralisadas durante sua gestão.

O petista também defende apurações rigorosas sem proteção a autoridades e cobra ações firmes do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República. Para ele, o fortalecimento das instituições exige transparência total diante de suspeitas envolvendo políticos e agentes públicos.