STF mantém sigilo sobre filme de Bolsonaro e caso Jaques Wagner

Mendonça mantém sigilo sobre “Dark Horse” e investigação que envolve Wagner

O ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a manutenção do segredo de Justiça em apurações sensíveis ligadas ao Banco Master, incluindo investigações que miram o senador Jaques Wagner (PT-BA).

Investigações mantidas sob sigilo

A decisão, proferida na noite da última quinta-feira (10) após pedido do presidente da Corte, Edson Fachin, preserva dados para não atrapalhar diligências futuras. Continuam ocultas as movimentações financeiras de Daniel Vorcaro destinadas ao fundo nos Estados Unidos que financiou o longa-metragem “Dark Horse”, focado no ex-presidente Jair Bolsonaro.

O cerco investigativo também preserva os nomes de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição financeira, além de Antônio Rueda e ACM Neto.

Inquéritos e operações liberadas

Por outro lado, o magistrado retirou o segredo de 15 procedimentos, contemplando os inquéritos 5.026 e 5.035, frutos da Operação Compliance Zero. Entre os arquivos abertos estão dados sobre estruturas apelidadas de “A Turma”, focada em espionagem e vazamento de dados estatais, e “Os Meninos”, apontada como responsável por ataques cibernéticos e remoção de perfis na internet.

Contratos e influenciadores na mira

A transparência também alcançou papéis referentes ao ministro Alexandre de Moraes, detalhando o vínculo contratual entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. Esse material específico já havia tido o sigilo derrubado pelo próprio Mendonça na semana anterior.

Parcerias suspeitas do BRB-Master, esquemas de vazamento de informações do Banco Central e a suposta contratação de influenciadores digitais para blindar Daniel Vorcaro e atacar a autoridade monetária também vieram a público.

Todo o acervo liberado será remetido aos gabinetes de Edson Fachin e dos demais ministros da Suprema Corte para análise conjunta.