A produção do longa-metragem “Dark Horse”, que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro, injetou R$ 20,9 milhões no Brasil, cobrindo despesas com equipe, elenco, logística e equipamentos.
Detalhes da investigação da Polícia Federal
Esses dados financeiros constam em registros entregues pela Go Up Entertainment à Polícia Federal, tornados públicos após a queda de sigilo determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão expedida em uma sexta-feira.
O projeto cinematográfico entrou na mira dos investigadores no âmbito do caso Banco Master, que examina o destino de verbas ligadas à película. A apuração também investiga a suposta atuação de parentes do ex-presidente nas tratativas financeiras do filme, embora Flávio e Eduardo Bolsonaro neguem qualquer ilegalidade.
Elenco internacional e foco eleitoral
Sob a direção de Cyrus Nowrasteh, o enredo foca na trajetória de Bolsonaro durante a disputa eleitoral de 2018 e no atentado a faca sofrido em Juiz de Fora (MG). O papel principal é exercido pelo ator norte-americano Jim Caviezel, famoso mundialmente por interpretar Jesus no clássico “A Paixão de Cristo”.
Gastos exorbitantes com hospedagem
As despesas com redes hoteleiras atingiram a marca de R$ 1.426.897,51, sendo que R$ 733.913,20 foram direcionados exclusivamente para acomodar Caviezel, seu agente e equipe de segurança no luxuoso hotel Unique, localizado na capital paulista.
Um dos repasses, efetuado no final de dezembro, bateu em R$ 298,3 mil para cobrir estada, gorjetas e sessões de massagem do artista, sem detalhamento individualizado. Adicionalmente, as faturas apontam um gasto de R$ 54,3 mil com passagens aéreas para o protagonista hollywoodiano.
Investimento em caracterização e figurinos
A produção desembolsou R$ 10 mil apenas na locação de uma peruca para o ator principal, além de R$ 3 mil destinados a apliques capilares para a personagem baseada em Michelle Bolsonaro. Outros R$ 5,5 mil foram empregados na aquisição de uma peruca para o dublê e de apliques de dreadlocks.
No setor de vestuário, os custos totalizaram R$ 518,5 mil. Desse montante, R$ 210 mil pagaram a equipe de figurinistas em quase trinta transações, enquanto R$ 157,5 mil envolveram aluguel de peças, R$ 120 mil o frete dos itens e R$ 30,9 mil serviços de lavanderia, bordados e alfaiataria.
Logística e transporte da equipe
A estrutura de deslocamento exigiu 81 pagamentos para contratação de motoristas, vans e caminhões, totalizando R$ 375,9 mil. Para a compra efetiva de automóveis, foram investidos R$ 402,7 mil em quatro transações, além de dezenas de taxas de estacionamento que somaram R$ 14 mil.




















Leave a Reply