Starlink ganha aval para 15 mil satélites e mira em operadoras

Starlink terá 15 mil novos satélites para competir com operadoras

A Starlink, divisão de internet via satélite da SpaceX, obteve autorização da FCC, a agência reguladora de telecomunicações dos Estados Unidos, para colocar em órbita 15 mil novos equipamentos. A decisão representa um passo decisivo para a consolidação da Starlink Mobile, modalidade que pretende rivalizar diretamente com gigantes tradicionais do setor de telefonia móvel norte-americano.

Expansão e concorrência no mercado norte-americano

Com o aval regulatório emitido em outubro, a empresa de Elon Musk poderá fornecer serviços que antes dependiam exclusivamente de torres terrestres. A nova constelação vai viabilizar ligações telefônicas nativas, transmissão de vídeos em streaming e navegação em banda larga com alta velocidade. Nos Estados Unidos, a companhia passa a disputar espaço de mercado com grandes nomes como AT&T, Verizon e T-Mobile.

No cenário brasileiro, a marca também registra forte avanço. Recentemente, a prestadora superou a TIM no segmento de banda larga fixa, acumulando dezenas de milhares de novos contratos em um único mês, conforme dados divulgados pela Anatel.

Tecnologia direct-to-device e prazos de lançamento

O projeto prevê a implementação da tecnologia direct-to-device (D2D), que promete eliminar as chamadas zonas brancas — áreas sem qualquer cobertura de sinal celular. A proposta é entregar uma conexão global e estável, com desempenho comparável ao das redes móveis terrestres mais avançadas da atualidade.

De acordo com o cronograma estabelecido, metade dos 15 mil satélites autorizados precisa estar no espaço até 2032, com os primeiros lançamentos desta nova fase programados para iniciar em 2027. Atualmente, a oferta de telefonia nos EUA ocorre em caráter inicial por meio de uma parceria com a T-Mobile, utilizando uma frota menor de 650 satélites em Órbita Baixa da Terra (LEO).

Investimento em banda larga e impactos ambientais

Esta nova aprovação se soma a outra licença obtida em janeiro, que já autorizava a segunda geração de satélites focados estritamente em banda larga. Somando todas as frentes, a SpaceX detém permissão para injetar 30 mil novos dispositivos no espaço, ampliando consideravelmente a frota que já orbita o planeta.

Apesar dos avanços tecnológicos, a multiplicação expressiva de artefatos na Órbita Baixa da Terra acende alertas na comunidade científica. Astrônomos e especialistas expressam preocupação com os impactos na observação astronômica, o crescimento do lixo espacial e os riscos associados à reentrada descontrolada de materiais na atmosfera terrestre.