A taxa de rejeição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 49% entre o eleitorado nacional, conforme aponta a 15ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, tornada pública nesta segunda-feira, 21. O patamar atual marca uma variação positiva de 1 ponto porcentual na comparação com o levantamento prévio, colocando o atual mandatário numericamente atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL), que marca 50% de potencial de rejeição.
Entendimentos sobre a rejeição eleitoral
Para fins metodológicos, o estudo contabiliza como rejeição o percentual de cidadãos que declaram voto nulo ou recusa absoluta em apoiar um nome específico. Na sondagem anterior, realizada em 14 de setembro, o parlamentar já detinha os mesmos 50%, ao passo que o chefe do Executivo registrava 48%. Com a oscilação, a distância atual permanece restrita aos limites da margem de erro, fixada em 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.
Simultaneamente, o estudo aponta que a desaprovação ao modo como o governo é conduzido ultrapassa a taxa de aprovação. Cerca de 50% dos consultados reprovam a gestão presidencial atual, em contraste com 46% que manifestam suporte. Os indecisos ou aqueles que preferiram não opinar somam 4%.
Avaliação do governo federal
No que tange à percepção geral sobre a administração pública, 45% dos consultados estigmatizam o mandato como ruim ou péssimo. Em contrapartida, o grupo que enxerga o governo como ótimo ou bom alcança 35%, enquanto 18% classificam o período como regular. Na sondagem precedente, o apoio positivo estava em 47% e a reprovação em 49%.
Essa flutuação desfavorável também se reflete no cenário de intenções de voto. Na simulação primária estimulada para o primeiro turno do pleito, o petista recuou de 42% para 40%, ao passo que Flávio Bolsonaro manteve-se estável com 37%. A vantagem de 3 pontos permanece tecnicamente empatada devido à margem estatística.
Cenário de segundo turno
Em uma simulação de disputa direta no segundo turno, o cenário aponta um empate técnico. Lula pontua 46% das intenções de voto contra 45% atribuídos a Flávio Bolsonaro. Na amostragem anterior, os patamares eram de 47% e 46%, respectivamente, mantendo a diferença mínima de 1 ponto dentro do limite tolerado pelo erro amostral.
A coleta de dados abrangeu 2.006 eleitores consultados via telefone entre os dias 18 e 20 de setembro, abrangendo a totalidade dos 26 Estados e o Distrito Federal. O levantamento possui índice de confiabilidade estimado em 95%, foi financiado pelo banco BTG Pactual, executado pelo instituto Nexus e devidamente protocolado perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob a identificação BR-00485/2026.
















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