PUC-Rio proíbe atos pró-Lula e Flávio Bolsonaro no campus

PUC-Rio veta atos de campanha de Flávio e Lula no campus

A administração da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) determinou o cancelamento de todas as manifestações de cunho político-partidário em suas dependências até o término do pleito presidencial. A decisão bloqueou os atos programados por coletivos de estudantes tanto a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto do grupo ligado a Flávio Bolsonaro (PL), que aconteceriam em uma terça-feira, 13.

Segurança e integridade na mira da reitoria

A determinação foi oficializada por meio de um comunicado divulgado em uma segunda-feira, 12, e assinada pelo vice-reitor Renato Callado. No texto, a universidade fundamentou a proibição no compromisso institucional de resguardar a integridade física, moral e a segurança de toda a comunidade acadêmica durante o período eleitoral.

Protestos rivais são barrados

O ato planejado por apoiadores de Flávio Bolsonaro levava a bandeira “A PUC também é nossa”. A facção conservadora pretendia realizar um protesto crítico aos gastos estatais e a resoluções do Supremo Tribunal Federal (STF), além de protocolar um manifesto na reitoria exigindo maior pluralidade de ideias no ambiente universitário.

Em contrapartida, o diretório acadêmico da facção oposta articulava um ato de apoio a Lula na mesma data. A mobilização contava com o respaldo da União Nacional dos Estudantes (UNE), focando na defesa da campanha petista e de pautas ligadas ao movimento sindical.

Medida preventiva contra conflitos

Embora tenha reiterado sua abertura para o livre pensamento e a construção da cidadania, a gestão acadêmica manteve o veto rigoroso a qualquer propaganda ou comício eleitoral. O receio principal da diretoria era a ocorrência de confrontos físicos e verbais entre os dois blocos rivais nas dependências da universidade.

Considerada uma das instituições privadas de maior prestígio nos rankings acadêmicos nacionais, a faculdade recentemente expandiu sua grade com a abertura do curso de Medicina. Com a nova regra, a cúpula da instituição reforçou que nenhuma atividade de campanha externa será tolerada até que o processo eleitoral seja concluído.