Psol pede cassação de Mario Frias após operação da PF

Psol pede cassação de Mario Frias depois de operação sobre filme Dark Horse

A Federação Psol/Rede protocolou na Câmara dos Deputados um pedido oficial de cassação do mandato do deputado federal Mario Frias (PL-SP), alegando quebra de decoro parlamentar. A medida ocorre na esteira da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal com autorização do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O avanço da investigação da Polícia Federal

O documento protocolado na Mesa Diretora solicita o imediato encaminhamento do caso ao Conselho de Ética para a abertura de um processo disciplinar. Entre os pontos levantados pelo partido estão o destino de emendas parlamentares, movimentações financeiras atípicas, uma viagem ao exterior realizada pelo deputado e a apreensão de sete armas pelos agentes federais.

Emendas parlamentares e o filme Dark Horse

O foco central da representação gira em torno de R$ 2 milhões em recursos de emendas indicadas por Frias ao Instituto Conhecer Brasil (ICB). A entidade possui ligações com a proprietária da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme Dark Horse, uma obra sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro da qual o parlamentar atua como roteirista e produtor-executivo.

No texto da representação, o partido pontua que o objetivo não é julgar crimes na esfera penal, mas sim realizar o juízo ético-disciplinar sobre se as condutas do parlamentar são compatíveis com o exercício do cargo na Casa legislativa.

Defesa e repercussão política

Após a deflagração da operação, que cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados, aliados da oposição vieram a público denunciar uma suposta perseguição política comandada pelo STF e pela corporação policial, criticando também o timing das buscas durante o período eleitoral.

Por sua vez, Mario Frias negou veementemente qualquer irregularidade e assegurou que as verbas de emendas parlamentares não foram utilizadas para o financiamento do filme investigado.

Como desdobramento das ordens judiciais emitidas pelo ministro relator, o deputado teve o passaporte recolhido, foi proibido de deixar o território nacional e está impedido de manter contato com os demais investigados no inquérito que apura o uso irregular de verbas públicas.