Petrobras planeja novo polo na Bacia de Campos após leilão

Blocos comprados pela Petrobras na Bacia de Campos devem render novo polo, diz presidente

A Petrobras planeja a criação de um novo polo de produção na Bacia de Campos, caso as projeções de volume nas áreas recém-adquiridas se confirmem. O anúncio foi feito pela presidente da companhia, Magda Chambriard, após a estatal arrematar 21 blocos exploratórios no leilão da ANP realizado na última quarta-feira (7).

Investimento bilionário e estratégia na Bacia de Campos

No certame, a empresa brasileira foi a principal compradora, respondendo por R$ 3,2 bilhões dos R$ 3,5 bilhões arrecadados pelo governo federal. Do total de áreas conquistadas, 12 foram obtidas de forma solo no regime de concessão, sete em parceria com a Qatar Energy por meio de consórcio, e outras duas no modelo de partilha.

A dirigente destacou que o desenvolvimento de novas frentes é fundamental para a região, considerada madura. Segundo a executiva, a expansão das atividades fora do polígono do pré-sal ajuda a diluir despesas, uma vez que a redução na extração eleva o custo por barril.

Próximos passos e a fase de perfuração

Para que o novo polo saia do papel, os locais adquiridos precisarão passar por validações técnicas. A estatal executará a perfuração de poços pioneiros e de delimitação para atestar o potencial petrolífero do trecho.

Apesar de a empresa priorizar a interligação de poços para aproveitar a infraestrutura já existente na Bacia de Campos, as expectativas para esses novos trechos apontam para volumes expressivos que justificariam uma nova estrutura operacional dedicada.

Impacto do Oriente Médio e cenário internacional

Outro ponto abordado pela liderança da petroleira foram as instabilidades no mercado internacional de energia, alimentadas por conflitos no Oriente Médio e oscilações geopolíticas. A executiva apontou que falas oficiais de líderes globais têm o poder de derrubar drasticamente a margem de refino do diesel de forma repentina.

Diante desse cenário de alta volatilidade e dificuldade em projetar tendências de longo prazo, a presidência evitou antecipar qual cotação do óleo será adotada nas projeções para o próximo plano estratégico da companhia, previsto para ser revelado no encerramento de novembro.