A produção industrial brasileira registrou recuo de 0,6% em agosto na comparação com julho, pressionada de forma significativa pelos resultados negativos de três estados: Rio Grande do Sul, Pará e Amazonas, conforme dados divulgados pela Pesquisa Industrial Mensal Regional.
Impacto negativo nos estados
As maiores retrações do período foram protagonizadas justamente por essas unidades da federação. O Pará liderou as perdas com uma baixa expressiva de 7,3%, acumulando agora cinco meses consecutivos no vermelho e uma desvalorização de 19,5% nessa sequência.
Logo atrás apareceu o Amazonas, com recuo de 5,7%, o que devolveu parte do avanço de 14,3% conquistado no mês anterior. Já o Rio Grande do Sul encolheu 4,5%, interrompendo o ciclo de recuperação que havia somado 6,4% de alta nos dois meses antecedentes.
Panorama nacional e outros estados
O levantamento do instituto oficial de estatísticas apontou ainda que outras regiões superaram a média de queda nacional de 0,6%. Entre elas destacam-se Ceará (-3,6%), Pernambuco (-2,5%), Espírito Santo (-2,5%), Santa Catarina (-1,5%) e Goiás (-1,1%), além de recuos mais amenos no Nordeste (-0,5%) e em São Paulo (-0,2%).
Setores em alta
Em contrapartida ao cenário desfavorável, alguns estados conseguiram registrar resultados positivos no oitavo mês do ano. A Bahia apresentou o maior avanço, com alta de 3,7%, engatando o terceiro mês seguido de expansão e acumulando 5,8% de ganho.
Outras praças que fecharam o período no azul foram Rio de Janeiro, Mato Grosso e Paraná, todas com crescimento de 1,0%, enquanto Minas Gerais manteve a estabilidade na fabricação local.
O comportamento heterogêneo das regiões evidencia os diferentes momentos enfrentados pelo setor produtivo em todo o território nacional.




















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