Petrobras fecha acordo de GNL e mercado corporativo agita

Agenda de empresas: Petrobras assina contrato para compra de gás nos EUA; Telefônica aprova proventos

O cenário corporativo brasileiro registra importantes movimentações nesta semana, com acordos internacionais, distribuição de proventos milionários e disputas societárias que movimentam o mercado financeiro nacional.

Petrobras e o novo acordo de GNL

A Petrobras firmou um contrato de longo prazo voltado para a aquisição de Gás Natural Liquefeito. O acerto comercial foi fechado com a Sempra Infrastructure, subsidiária da corporação norte-americana Sempra, garantindo novos fluxos de suprimento energético para o país.

Proventos da Telefônica e Multiplan

No setor de telecomunicações, a diretoria da Telefônica Brasil deu o aval para a distribuição de juros sobre capital próprio. O montante líquido chega a R$ 412,5 milhões, o que representa aproximadamente R$ 0,12908 por ação ordinária.

Simultaneamente, a Multiplan confirmou o calendário para a remuneração de seus acionistas. A empresa vai desembolsar R$ 120 milhões em JCP, equivalente a R$ 0,235598 por ação, com repasse programado para o dia 21 de setembro.

CSN atrai ofertas e Itaú muda estratégia europeia

A CSN despertou forte interesse no mercado ao atrair mais de três propostas não vinculantes pelos seus ativos de infraestrutura. As ofertas variam desde a aquisição integral do pacote até o interesse pontual por frações específicas do portfólio.

Já no setor financeiro, o Itaú está transformando Luxemburgo no hub central de suas operações de atacado na Europa. A estratégia consiste em unificar as atividades de Corporate & Investment Banking (CIB) e Global Markets, migrando de forma gradual estruturas que atualmente funcionam no Reino Unido e em Portugal.

Disputas na Invepar e atualizações regulatórias

Enquanto isso, o futuro da Invepar gerou divergências expressivas entre os principais fundos de pensão do Brasil. A disputa opõe Petros, Funcef e Previ, cujos desentendimentos vieram à tona durante os debates sobre a capitalização da companhia e a consequente diluição das fundações.

No âmbito regulatório, a CVM inaugurou o seu novo Sistema de Atendimento ao Cidadão (SAC-CVM). A ferramenta serve como canal oficial para que investidores tirem dúvidas, façam reclamações e enviem denúncias sobre o funcionamento do mercado de capitais.

Por fim, na seara imobiliária, a RBZA Consultoria Imobiliária zerou totalmente sua participação acionária na PDG, desfazendo-se do restante da posição que mantinha na construtora.