O ministro Alexandre de Moraes apresentou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, uma manifestação de 44 páginas para rebater suspeitas relacionadas ao caso do Banco Master. No documento de 121 tópicos, o magistrado direciona duras críticas à condução dos processos pelo ministro André Mendonça, mencionado 52 vezes nas argumentações.
Críticas duras ao relator e à Polícia Federal
No texto entregue à presidência da Corte, a atuação de Mendonça é tratada como detentora de um desvio de finalidade político-eleitoral, termo repetido nove vezes na petição. Além disso, a defesa classifica o relatório da Polícia Federal como uma verdadeira farsa armada com interesses específicos.
Investigação autônoma e sigilo questionado
Um dos pilares da manifestação aponta que Mendonça teria ordenado investigações contra um integrante do STF sem provocação formal da PGR ou da própria PF, e sem aval do plenário do tribunal. A defesa também questiona o trâmite de documentos entregues sem assinatura diretamente em gabinetes.
Outro ponto nevrálgico envolve a Petição 15.625. Segundo o documento, o relator já sabia do procedimento desde maio, mas o processo permaneceu oculto da Presidência do STF por meses, o que configuraria tentativa de obstrução da justiça e ocultação de autos.
Calendário eleitoral e interferência nas apurações
O ministro argumenta que o vazamento de informações sobre o caso ocorreu estrategicamente antes do 7 de Setembro, buscando influenciar o calendário eleitoral. A defesa acusa o relator de direcionar diligências para validar teses pré-concebidas e de interferir indevidamente em negociações de delação premiada.
Por fim, a peça argumenta que houve tratamento desigual em apurações envolvendo outras autoridades da República, como os ministros Dias Toffoli e Nunes Marques, além do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A manifestação veio a público momentos antes de uma sessão extraordinária decisiva na Corte.
















Leave a Reply