Uma força-tarefa policial recolheu mais de 8,5 mil mercadorias suspeitas de falsificação em três locais comerciais localizados em Salvador e Lauro de Freitas, na última quarta-feira (23). Nomeada de Marca Segura, a iniciativa mirou pontos comerciais de um mesmo grupo empresarial sob investigação por infrações contra a propriedade industrial, o direito dos consumidores e a saúde pública.
Como começou a investigação da pirataria
A ofensiva fiscalizatória ocorreu após queixas formais apresentadas por várias empresas detentoras de marcas, que relataram a comercialização e o armazenamento ilegal de produtos piratas.
O carregamento confiscado abrangeu grande variedade de artigos, como bermudas, camisetas, shorts, cuecas, além de itens de perfumaria, cremes e hidratantes corporativos comercializados sem a devida licença de grifes nacionais e estrangeiras.
Balanço das apreensões na Grande Salvador
No município de Lauro de Freitas, a fiscalização encontrou cerca de 2,6 mil artigos, entre vestuário e cosméticos. Por sua vez, um dos comércios fiscalizados na capital baiana concentrava o maior volume, totalizando 5.748 itens irregulares.
Os donos dos estabelecimentos comerciais foram localizados, identificados e encaminhados à Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), ligada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), para prestarem esclarecimentos formais.
Riscos à saúde e órgãos envolvidos
Além de combater a pirataria industrial, a investigação busca esclarecer potenciais danos ao mercado de consumo e riscos sanitários. Os peritos vão examinar a procedência, a fórmula e a segurança dos perfumes e cremes recolhidos para identificar eventuais perigos aos compradores.
A execução da Operação Marca Segura ficou a cargo da Decon, contando com a cooperação estratégica do Procon, da Codecon soteropolitana e da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-BA).




















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