O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, classificou como politizada a investigação policial em torno do contrato de R$ 108 milhões firmado com o Instituto Conhecer Brasil (ICB) para a gestão do programa Wi-Fi Livre SP.
Detalhes do contrato e expansão do serviço
Durante coletiva de imprensa realizada na capital paulista, o chefe do executivo municipal defendeu a legalidade da parceria, ressaltando que o chamamento público permaneceu aberto por 30 dias e contou com o aval do Tribunal de Contas. Atualmente, o projeto contempla 3,2 mil pontos de acesso à internet gratuita em periferias e comunidades, com a meta de alcançar 5 mil antenas até o final de 2026.
Suspeitas financeiras e divergências com a polícia
A apuração da Polícia Civil aponta um suposto descompasso financeiro de R$ 26 milhões, indicando que a prefeitura teria repassado cerca de R$ 69 milhões enquanto o valor devido pelos pontos ativos seria de R$ 43 milhões. Além disso, os investigadores examinam a emissão de mais de R$ 1,4 milhão em notas fiscais do próprio ICB para si mesmo, levantando suspeitas de autofaturamento e confusão patrimonial.
Em contrapartida, a gestão municipal argumenta que os repasses mais elevados decorrem de adiantamentos indispensáveis para viabilizar a implantação, cujos ajustes ocorrem na prestação de contas. Nunes também rebateu as comparações financeiras e destacou que o custo atual por ponto é consideravelmente inferior ao registrado na gestão de Fernando Haddad.
Conexão com produção cinematográfica e o STF
O ICB é liderado por Karina Ferreira da Gama, empresária que também comanda a produtora responsável pelo filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. A polícia investiga se verbas públicas do programa de internet foram desviadas para a produção cinematográfica, hipótese veementemente rejeitada pelo prefeito, que argumenta não ter gerência sobre o uso do dinheiro após o pagamento pelos serviços executados.
Nunes ainda atribuiu a origem das denúncias a um militante petista do Rio Grande do Sul e criticou o aproveitamento do material pelas autoridades paulistas. Devido a desdobramentos como a Operação Make Up, da Polícia Federal, o ministro Flávio Dino, do STF, proibiu as empresas envolvidas de fecharem novos contratos públicos; a prefeitura agora aguarda orientação do Supremo para definir o futuro do acordo vigente.
















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