Anvisa aprova 14 novas canetas para diabetes e obesidade

Anvisa aprova 14 novas canetas para diabetes e obesidade

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou 14 novos medicamentos injetáveis voltados ao tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade ao longo de 2026. A expansão do mercado nacional foi impulsionada principalmente pelo fim da patente do Ozempic, medicamento à base de semaglutida fabricado pela Novo Nordisk, cuja exclusividade encerrou-se em março.

Novas opções de tratamento

Entre as novidades autorizadas pela agência reguladora, dez formulações utilizam semaglutida para reduzir a fome e controlar a glicose, três baseiam-se em liraglutida para controle glicêmico e emagrecimento, e uma nova versão do Mounjaro, com princípio ativo tirzepatida, também foi liberada. Apesar da ampla variedade, especialistas ressaltam que a substituição de produtos e a escolha terapêutica não devem ser guiadas apenas por custos ou potencial de perda de peso, exigindo rigorosa avaliação médica.

Impacto do fim da patente

A quebra da exclusividade da semaglutida abriu espaço para a entrada de diferentes concorrentes farmacêuticas no país. O primeiro registro pós-patente ocorreu em maio com o Ozivy, da EMS, indicado para adultos com diabetes tipo 2. Meses depois, novos similares e genéricos ganharam aval da agência, incluindo produtos como Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy, Orsema, Semaclique e Yluméc, além de versões genéricas produzidas por grandes laboratórios.

Concorrência e preços

Com a chegada dos novos concorrentes, a expectativa de redução nos custos ao consumidor é alta. Enquanto o medicamento de referência é comercializado com valores elevados, alternativas como o Ozivy estrearam nas farmácias com preços significativamente menores. Pela legislação brasileira, os medicamentos genéricos devem custar pelo menos 35% a menos que o produto de referência, o que promete baratear o acesso aos tratamentos.

Apesar da liberação regulatória, nem todos os produtos estão disponíveis imediatamente nas prateleiras. Os novos itens ainda precisam vencer trâmites adicionais, como a definição oficial de preços pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos antes de chegarem ao consumidor final.