Milton Leite tem prisão mantida pela Justiça após audiência Ex-presidente da Câmara de SP, Milton Leite teve a prisão temporária mantida pela Justiça após audiência de custódia neste sábado. O ex-vereador paulistano Milton Leite (União Brasil), que presidiu a Câmara Municipal de São Paulo por seis mandatos, continuará preso conforme determinou a Justiça em audiência de custódia realizada neste sábado, após ele se entregar à polícia em Mogi das Cruzes.
Situação jurídica e atendimento médico
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) confirmou que a legalidade da detenção foi validada. “Não foram identificadas irregularidades no cumprimento e ele segue preso”, declarou o órgão. Logo após o procedimento judicial, o político precisou ser encaminhado a um hospital devido a picos de pressão alta relatados pela manhã, após pernoitar na cadeia pública local. A Secretaria de Segurança Pública informou que ele recebeu alta e retornou ao estabelecimento prisional ainda durante a tarde.
Investigação sobre ligação com o PCC
A detenção temporária tem prazo inicial de 30 dias e foi determinada pela 8ª Câmara de Direito Criminal do TJSP. De acordo com investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, o ex-parlamentar é suspeito de envolvimento em um esquema voltado para a infiltração de membros da facção criminosa PCC em companhias de transporte coletivo municipal na capital paulista. A defesa do político nega veementemente as denúncias. Tanto o próprio ex-vereador quanto seu advogado, Aloísio Lacerda Medeiros, sustentam que ele é inocente de todas as acusações e que provará sua inocência no decorrer do processo.
Operação Vectura Corrupta e desdobramentos
O mandado foi expedido no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que apura a suposta administração de viações por integrantes do crime organizado após licitações. A acusação contra o político baseia-se em menções ao seu nome em um áudio extraído de um celular apreendido e em depoimentos de policiais à Corregedoria da Polícia Militar, embora as representações policiais e da Promotoria não apontem registros de pagamentos ou vínculos societários diretos. As autoridades também investigam crimes de corrupção envolvendo servidores públicos e o suposto financiamento de campanhas eleitorais de 2024 pelo crime organizado. Na fase ostensiva da operação, deflagrada na última quinta-feira, foram cumpridos mandados de prisão contra 16 pessoas e buscas em 18 endereços espalhados por diversas cidades paulistas.




















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