O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta segunda-feira, 21, que o mandatário norte-americano, Donald Trump, comporta-se como um “imperador” e alertou que o Brasil poderá acionar a Lei da Reciprocidade caso as taxas impostas pelos Estados Unidos não sejam revistas.
A postura dos EUA e a busca por diálogo
Durante entrevista concedida à rede CNN em Nova York, onde cumpre agenda para a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o chefe do Executivo brasileiro reprovou o estilo de gestão do colega americano. Apesar das críticas, enfatizou que sua prioridade é o entendimento diplomático para evitar um conflito econômico em larga escala.
As negociações oficiais entre autoridades brasileiras e norte-americanas sobre o imbróglio tarifário estão agendadas para o início do próximo mês. Enquanto isso, o discurso de abertura do evento da ONU, marcado para esta terça-feira, 22, colocará os dois líderes em evidência, embora não haja expectativa de uma reunião bilateral entre eles durante o evento.
Possibilidade de resposta econômica
O líder do Planalto reiterou que a sobretaxação aplicada pelos EUA se fundamenta em premissas falsas. Caso a via diplomática falhe, o governo nacional avaliará quais setores e produtos sofrerão contramedidas amparadas pela legislação brasileira de reciprocidade comercial.
Apesar de admitir a possibilidade de uma reação enérgica, o presidente pontuou que o objetivo não é iniciar um embate geopolítico com a maior economia do mundo.
A soberania dos Estados Unidos foi respeitada nas declarações, ressaltando que o voto popular americano legitimou a gestão de Trump, mas que isso não confere direito de interferência em nações estrangeiras.
















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