Lula atribui virada do PL sobre escala 6×1 a protestos Presidente avalia que mobilização social forçou o partido de oposição a apoiar a PEC que reduz a jornada de trabalho semanal para 40 horas. O chefe do Executivo federal declarou nesta terça-feira (13) que a mobilização das ruas e a pressão exercida pela sociedade forçaram o Partido Liberal a mudar de postura e endossar o projeto que acaba com a jornada de trabalho no modelo 6×1.
A guinada na oposição
A manifestação do petista ocorreu logo após o senador Flávio Bolsonaro, antigo crítico da medida e rival político do governo, sinalizar que votará favoravelmente à matéria. O parlamentar justificou o recuo afirmando que seguirá o desejo da maioria da população. A reviravolta acontece após dias de cobranças públicas vindas do Palácio do Planalto. Na semana anterior, o presidente havia criticado a legenda por supostamente tentar evitar compromissos com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição.
Alfinetada política
Durante um evento oficial na sede do governo, o líder brasileiro aproveitou para alfinetar seus opositores ideológicos, declarando que aceitaria ser criticado se isso resultasse em avanços concretos e conquistas para os trabalhadores do país. O texto em questão já passou pelo crivo da Câmara dos Deputados e também recebeu aval da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, pavimentando o caminho para a análise definitiva no plenário.
Próximos passos legislativos
A pauta prevê a diminuição do limite semanal de labor de 44 para 40 horas, assegurando dois dias de folga remunerada sem impacto nos vencimentos. A primeira votação no plenário senatorial está agendada para esta quarta-feira (14), exigindo o aval de pelo menos 49 dos 81 parlamentares em dois turnos distintos antes de sua promulgação definitiva.




















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