A escritora e ilustradora Suzane Lopes defende a necessidade de ensinar os pequenos a reconhecerem suas próprias emoções desde a mais tenra idade, permitindo que vivenciem sentimentos livremente, sem julgamentos ou repressões.
A origem da obra literária
O projeto da publicação nasceu de vivências da própria infância da autora, que se considerava uma menina muito reservada. Naquela época, discussões sobre saúde mental e depressão não eram comuns, o que a levou a buscar refúgio e autoconhecimento na leitura de diversos livros oferecidos por sua família.
Temas complexos na infância
Para a criadora da obra, não existem assuntos proibidos para o público infantil, desde que sejam explicados de forma adequada à idade. Ela relembra leituras marcantes da infância que abordavam tópicos profundos, como questões raciais e privilégios, reforçando que qualquer assunto pode ser discutido com os menores.
O papel do afeto e da família
A publicação funciona como um convite à reflexão e pode ser lida repetidas vezes por pais e filhos. O suporte familiar e o carinho são fundamentais para acolher a tristeza infantil, criando um ambiente seguro onde o choro não seja repreendido, mas sim compreendido.
Além do núcleo familiar, a autora ressalta a importância do acompanhamento psicológico para o processamento de emoções difíceis. Para ela, a infância não é apenas uma fase passageira, mas uma essência que permanece viva e se desenvolve ao longo de toda a vida adulta.




















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