Lei Seca em Brasília: quem passa ileso pelo bafômetro?

Quem passa ileso no bafômetro da República?

Uma operação fictícia da lei seca montada na rodovia que liga Brasília ao resto do país revela como diferentes figuras públicas reagiriam a uma abordagem de trânsito comum.

A abordagem dos primeiros motoristas

O primeiro condutor a ser parado tenta intimidar os oficiais exibindo um distintivo e perguntando se eles sabem com quem estão falando. Submetido ao bafômetro, o aparelho registra 0,5 mg/L, configurando crime de trânsito, e ele é encaminhado à delegacia sob comentários dos agentes sobre o consumo de uísque Macallan.

Logo em seguida, um veículo de luxo é interceptado. O motorista exibe um relógio avaliado em R$ 1 milhão e joias de grifes famosas, mas recebe a mesma ordem padrão. Com índice de 0,8 mg/L no etilômetro, ele também recebe voz de prisão. Outro condutor é parado logo depois registrando 1 mg/L, surpreendendo os policiais pela alta concentração de álcool no organismo.

Novas paradas e índices elevados

A operação segue e intercepta um quarto motorista, um procurador, que marca 1,2 mg/L no teste e é conduzido às autoridades policiais sob o mesmo cenário de consumo da bebida destilada de alto padrão.

O quinto automóvel traz duas figuras conhecidas: o primeiro registra 1,5 mg/L enquanto o segundo surpreende a equipe com 2 mg/L. Com falas incompreensíveis e alterados, um acaba culpando o outro pela bebedeira antes de seguirem para a delegacia.

O único motorista liberado

No fim do expediente, os agentes decidem abordar o último veículo da noite. O condutor abaixa o vidro e apresenta os documentos exigidos. Percebendo a sobriedade na voz do motorista, os policiais o dispensam do teste. Ao justificar que é evangélico e não consome álcool, o motorista recebe um sorriso dos fiscais e é liberado para seguir viagem em segurança.