Influenciadores presos na Bahia por esquema de apostas ilegais

Quem são os quatro influenciadores presos por suspeita de esquema ilegal de apostas na Bahia

Quatro influenciadores digitais foram presos em Casa Nova, região norte da Bahia, apontados como operadores de um esquema clandestino de jogos de azar e apostas eletrônicas. A ofensiva policial resultou na detenção de Josivan Silva Ribeiro, Erika Taisa da Silva Sampaio, Vitor de Amorim Silva e Maria Luiza Barbosa Ribeiro, investigados por associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Bloqueio milionário e investigação patrimonial

A Justiça ordenou o congelamento de contas bancárias e o sequestro de bens que totalizam R$ 84,8 milhões. As autoridades iniciaram as apurações após detectarem uma evolução patrimonial incompatível com a renda declarada dos suspeitos, que ostentavam viagens internacionais, residências em condomínios de luxo e automóveis caros na internet.

Perfil dos investigados nas redes sociais

Maria Luiza Barbosa Ribeiro, conhecida na web como Malluh Ribeiro, acumula mais de 100 mil seguidores e exibia rotina de festas e viagens. Dados preliminais indicam que ela faturava cerca de R$ 50 mil mensais em comissões para promover sites de azar, recebendo conforme as recargas feitas por seguidores através de seus links.

Erika Taisa da Silva Sampaio possuía uma conta principal verificada e um perfil alternativo voltado para a divulgação de palpites e grupos de mensagens. Junto com Maria Luiza, ela negociava diretamente metas e pagamentos com os representantes das plataformas ilegais.

Completam a lista de detidos Josivan Silva Ribeiro, apontado como divulgador das páginas de apostas, e Vitor de Amorim Silva, que utilizava um equipamento de som de grande porte apelidado de “paredão do tigrinho” para atrair apostadores.

Como atuava a rede de jogos clandestinos

De acordo com a Polícia Civil, os alvos utilizavam sua influência digital para atrair seguidores para portais que operavam sem a autorização do Ministério da Fazenda. A tática envolvia links personalizados, simulações de lucros fáceis e promessas de ganho financeiro rápido.

As investigações apontam que os endereços eletrônicos não utilizavam o domínio oficial de apostas e careciam de barreiras contra lavagem de dinheiro ou restrição de idade.

Durante as Operações Felis e Influência Oculta, as forças de segurança apreenderam três automóveis — incluindo um modelo de R$ 350 mil —, armamentos, munição, smartphones, quadriciclos, reboques, geradores e potentes equipamentos de som. Os desdobramentos continuam para individualizar as condutas dos envolvidos.