A produção industrial brasileira sofreu uma retração expressiva em agosto, atingindo o seu pior desempenho para o mês em um intervalo de 11 anos. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (21) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) por meio da Sondagem Industrial.
Queda na atividade fabril
O índice de evolução da atividade registrou 46,3 pontos no oitavo mês do ano, representando uma baixa de 4,7 pontos na comparação com o mês anterior.
Metodologia da pesquisa A escala da CNI funciona com uma linha de corte na marca de 50 pontos. Pontuações superiores a esse patamar apontam crescimento na fabricação, enquanto resultados inferiores revelam retração frente ao período precedente.
Retrospectiva histórica
O patamar atual é o mais desfavorável para o mês desde 2015, período marcado por uma grave crise econômica em que o indicador marcou 42,7 pontos. A entidade ressalta que o recuo vai na contramão do comportamento sazonal tradicionalmente esperado para o período.
Retração nos aportes do setor
O índice que mede a intenção de investimento das empresas recuou para 51,3 pontos em agosto, sofrendo uma baixa de 1,3 ponto em relação a julho.
Fatores de incerteza Trata-se da quarta baixa consecutiva no indicador desde maio, atingindo o menor nível desde agosto de 2020, no período mais crítico da crise sanitária. Especialistas apontam que o cenário reflete a perda de dinamismo do setor e o crescimento das incertezas econômicas.
Contexto do PIB nacional
O cenário da atividade fabril contrasta com o resultado recente do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do segundo trimestre de 2026, que avançou 0,5% segundo o IBGE. Enquanto a agropecuária saltou 2,8% impulsionando o indicador, o setor industrial teve alta tímida de apenas 0,1%.
A coleta de dados da Sondagem Industrial ocorreu entre 1º e 11 de setembro de 2026, ouvindo 1.403 companhias de diferentes portes em todo o país, sendo 587 de pequeno porte, 487 médias e 329 de grande porte.
















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