O Ministério do Planejamento e Orçamento revisou para cima a projeção do déficit primário do governo federal para o ano de 2026, saltando de R$ 52 bilhões para R$ 80,9 bilhões, desconsiderando as deduções legais. A alteração nos números oficiais decorre da incorporação do reajuste do programa social no planejamento financeiro da União, cujo impacto estimado chega a R$ 5,8 bilhões.
Impacto das contas públicas e bloqueios
Para manter a trajetória fiscal, a gestão federal determinou um contingenciamento de R$ 13,6 bilhões, além de um bloqueio adicional de R$ 2,4 bilhões nas despesas. Conforme apontado pela equipe econômica, caso essas medidas de contenção e o abatimento de R$ 67,3 bilhões em deduções legais ficassem de fora, o resultado primário — indicador que mede o saldo entre arrecadação e gastos estatais — fecharia no zero a zero.
Aumento do benefício social
O acréscimo nos gastos decorre da decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de conceder um reajuste de 15% nos pagamentos do programa. De acordo com o comando da pasta do Planejamento, liderada pelo ministro Bruno Moretti, o montante necessário para bancar a ampliação do benefício foi absorvido no planejamento anual por meio de cortes na projeção de despesas com a previdência social.
O ajuste nas contas públicas reflete o esforço da administração federal em equilibrar a expansão de programas de transferência de renda com as metas fiscais vigentes, exigindo manobras orçamentárias ao longo do exercício financeiro.




















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