Flávio Bolsonaro visita o pai em Brasília após liberação do STF

Flávio confirma visita ao pai nesta terça-feira, 12

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) tem encontro marcado com seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta terça-feira, 13, na capital federal. A liberação ocorreu por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revertendo a proibição que vigorava desde o mês de julho.

Decisão e repercussão familiar

Condenado a 27 anos e três meses de reclusão por acusação de tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente cumpre atualmente pena em regime de prisão domiciliar. Durante evento na Catedral de Brasília, realizado na segunda-feira, 12, o senador celebrou o fim do isolamento forçado de mais de três meses.

Na ocasião, o parlamentar classificou a suspensão anterior dos encontros como uma medida desprovida de embasamento jurídico e sensibilidade humana. Para ele, a restrição teve o intuito político de isolar uma importante liderança nacional de seus entes queridos e de sua campanha eleitoral.

Expectativa pelo reencontro

Demonstrando grande expectativa para a reunião familiar, o candidato presidencial afirmou que o foco principal será verificar o estado físico e emocional do pai, com quem vinha mantendo contato apenas indireto.

Apesar de flexibilizar as visitas de familiares, o ministro Alexandre de Moraes manteve em vigor as restrições rigorosas que proíbem o ex-presidente de realizar manifestações públicas ou emitir declarações políticas, mesmo que por meio de intermediários.

Compromissos religiosos e contexto político

Antes da confirmação do encontro, o senador participou de celebração religiosa na Catedral de Brasília, acompanhado de sua esposa, Fernanda, e de aliados políticos como o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar, a coordenadora econômica Daniella Marques e a senadora Bia Kicis.

O grupo compareceu a convite do arcebispo metropolitano e cardeal da Arquidiocese de Brasília, dom Paulo Cezar Costa. O parlamentar associou a data da liberação judicial ao fervor religioso, interpretando o desfecho como um momento de renovação da fé e entrega do cenário político nacional aos desígnios divinos.