Flávio Bolsonaro processa Lula no STF por laços com Vorcaro

Flávio apresenta notícia-crime contra Lula por relação com Vorcaro

A equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) protocolou nesta quarta-feira, 23, uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O documento foi direcionado ao ministro André Mendonça com a solicitação de que o material seja encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) para a abertura de um inquérito.

Investigação sobre reunião não oficial

O objetivo da representação é apurar a natureza da relação entre o atual chefe do Executivo e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O pedido baseia-se em dados obtidos pela Polícia Federal no telefone celular do banqueiro, que revelam interações e um encontro mantido em segredo entre as partes.

Detalhes do encontro no Planalto

Conforme o dossiê apresentado, a reunião aconteceu em 4 de dezembro de 2024, nas dependências do Palácio do Planalto, sem constar na agenda oficial da Presidência. A articulação do evento teria contado com a participação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

Também estiveram presentes na ocasião o ministro da Casa Civil, Rui Costa, além de Gabriel Galípolo, que na época exercia o cargo de diretor do Banco Central.

Mensagens e pedidos de apuração

O material recuperado pela Polícia Federal inclui diálogos atribuídos ao advogado Walfrido Warde, representante de Vorcaro. Após a reunião no Planalto, Warde teria comentado com interlocutores que o resultado foi altamente positivo. Outras mensagens apontam que o presidente teria manifestado gratidão ao banqueiro por conta de uma garrafa de uísque enviada como agrado.

Diante de tais evidências, os advogados requerem que o mandatário seja investigado pelos possíveis crimes de corrupção passiva e advocacia administrativa. A argumentação jurídica aponta que o cargo presidencial pode ter sido empregado para favorecer demandas particulares de Vorcaro na esfera federal.

Defesa nega acusações

Em nota oficial, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) rechaçou as acusações, negando o recebimento de presentes ou o envio de recados ao empresário investigado. De acordo com o órgão governamental, o presidente manteve apenas um único contato com o banqueiro no final de 2024, ocasião em que determinou o encaminhamento técnico de quaisquer demandas ao Banco Central.