EUA negam vistos a assessores iranianos para a ONU

EUA negam vistos a integrantes da delegação iraniana para Assembleia da ONU

O governo dos Estados Unidos recusou a emissão de vistos para integrantes da comitiva do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, incluindo profissionais da equipe de comunicação. O grupo pretendia participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), sediada em Nova York. A informação foi confirmada pela agência estatal IRNA.

Ameaças e tensões diplomáticas

A recusa diplomática coincide com o endurecimento do discurso de Washington contra o regime de Teerã. Durante entrevista recente, autoridades americanas declararam que as alternativas em relação ao país persa variam entre a pressão econômica severa e um acordo, exigindo que o governo iraniano mude sua postura no cenário internacional.

Em resposta, a imprensa oficial do Irã classificou o episódio como uma atitude hostil inédita. Apesar das restrições impostas a parte da equipe, a presença do chefe de Estado iraniano na tribuna da ONU foi mantida para a próxima quarta-feira.

Reações militares e exigências no Estreito de Ormuz

O comando militar do Irã respondeu ao veto com alertas severos, prometendo atingir bases e interesses dos Estados Unidos no Oriente Médio em caso de qualquer agressão militar. Paralelamente, Teerã transmitiu exigências ao governo americano por intermédio do Catar, condicionando a reabertura do Estreito de Ormuz — rota vital para o comércio global de energia — ao encerramento dos conflitos e ao desbloqueio de recursos financeiros retidos no exterior.

Por sua vez, o Departamento de Estado americano manteve restrições severas aos membros da delegação autorizados a viajar, proibindo a aquisição de itens de luxo durante a permanência em território norte-americano. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, embarcou rumo aos Estados Unidos com escala intermediária em território catari.

A cúpula internacional na ONU ocorre em meio a um cenário de forte retração econômica do país persa, agravada por sanções e confrontos, com previsão de término para o final de setembro.