O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou nesta quarta-feira, 7, que o governo iraniano perdeu o domínio sobre o Estreito de Ormuz. Durante entrevista coletiva realizada em Atenas, na Grécia, ele ressaltou que a via marítima está livre e que o trânsito de óleo cru retomou patamares anteriores ao conflito bélico.
Retomada das exportações de petróleo
De acordo com o representante da diplomacia dos Estados Unidos, o volume atual de embarques comprova que Teerã já não dita as regras na rota comercial. “Há quase tanto petróleo fluindo agora quanto havia antes do início deste conflito”, pontuou Rubio em sua declaração à imprensa na capital grega.
O Estreito de Ormuz atua como canal de ligação entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, concentrando uma fatia expressiva da circulação energética global. Antes das hostilidades, a passagem era responsável pelo trânsito de aproximadamente 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito comercializados no planeta.
Irã rebate Washington e mantém cerco
Em contrapartida, a narrativa apresentada por Washington diverge frontalmente da postura oficial adotada pelo governo de Teerã. Um conselheiro do comando da Guarda Revolucionária sustentou na mesma quarta-feira que o canal continua intransitável e sob total vigilância das forças militares iranianas.
Conforme declarações de Mohammad Reza Naghdi, o bloqueio persistirá até que as demandas do regime sejam atendidas. As autoridades iranianas condicionam a normalização do tráfego marítimo na região ao cumprimento de exigências específicas impostas aos norte-americanos.
Crescimento de incidentes e sanções econômicas
O embate retórico acontece em meio a uma escalada de ocorrências envolvendo embarcações comerciais na zona de conflito. Dados da agência Reuters apontam ao menos 12 episódios com petroleiros e cargueiros de gás entre os dias 28 de setembro e 5 de outubro, marcando a semana mais violenta para a navegação desde o início da guerra.
Além da questão geopolítica no canal marítimo, Rubio enfatizou que as penalidades econômicas aplicadas pelos Estados Unidos estrangularam a economia iraniana. O secretário reiterou que qualquer futura negociação diplomática entre as nações exigirá garantias rígidas para impedir que Teerã desenvolva armamentos nucleares.
















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