Flávio propõe reforma, fim da reeleição e maioridade penal

Flávio propõe reforma do Judiciário, redução da maioridade penal e fim da reeleição

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro divulgou nesta quarta-feira, 7, o pacote de emendas constitucionais que planeja implementar caso vença a disputa no segundo turno. Entre as principais bandeiras estão a reformulação do Judiciário, a diminuição da maioridade penal e a extinção da reeleição para cargos executivos.

Apoio político e articulação no Congresso

A revelação das medidas ocorreu durante entrevista coletiva concedida em frente ao comitê de campanha localizado no Lago Sul, na capital federal. Pouco antes do pronunciamento, o senador celebrou a oficialização do apoio da Federação União-Progressista à sua chapa na corrida contra o atual mandatário, Luiz Inácio Lula da Silva.

Reiterando o discurso proferido no dia anterior em Goiânia — ocasião em que obteve o respaldo do ex-governador Ronaldo Caiado —, o parlamentar garantiu possuir articulação avançada no Legislativo. “Já temos maioria no Senado e na Câmara para a gente mudar a Constituição para redemocratizar o país”, declarou aos jornalistas.

Fim da reeleição e mudanças judiciais

Sobre a proposta de acabar com a recondução consecutiva aos cargos do Executivo, o candidato enfatizou que o formato exato ficará a cargo dos parlamentares. Caberá ao Congresso deliberar se os mandatos passarão a ter quatro ou cinco anos, bem como definir se a regra se aplicará apenas à Presidência ou também aos governos estaduais.

No âmbito da justiça, a defesa por transformações estruturais veio acompanhada da ratificação de um posicionamento histórico. Flávio Bolsonaro reforçou que apoia a redução da maioridade penal por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), destacando que essa é uma pauta defendida por ele há vários anos.

Economia e críticas ao atual governo

A agenda econômica também integrou o pronunciamento, com promessas de desoneração da folha de pagamento e iniciativas direcionadas à quitação de dívidas dos trabalhadores. Na ocasião, o postulante ao Planalto direcionou críticas severas à gestão federal vigente, acusando o atual presidente de governar com foco exclusivo na manutenção do poder.

O discurso foi encerrado com um contraponto direto entre os modelos administrativos em disputa na eleição. “O meu projeto é deixar o pobre rico. O projeto dele é tirar o pobre da pobreza e jogar na miséria, na dependência do governo”, concluiu, afirmando que sua motivação está voltada para o futuro da nação.