O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro e o presidente argentino Javier Milei têm a possibilidade de se encontrar nesta quarta-feira, 14, na cidade de Washington, capital dos Estados Unidos. A ocasião marcada para a reunião antecede em onze dias o segundo turno das eleições, colocando os dois aliados políticos no mesmo espaço internacional.
Articulação para o segundo turno Ambos receberam convites oficiais para participar de um evento promovido pela Latino Wall Street, uma plataforma voltada para a educação em investimentos voltada para o público latino.
Os organizadores do evento divulgaram nota oficial destacando a magnitude da presença das autoridades. No anúncio do encontro, a plataforma afirmou que “Argentina e Brasil se unirão para impulsionar uma nova aliança. Um momento significativo para a comunidade latina e para os hispânicos nos EUA e em todo o mundo”.
Presenças de peso confirmadas A programação também contará com a participação de autoridades norte-americanas de diferentes setores estratégicos do governo dos Estados Unidos. O comunicado listou ainda os convidados: “Seremos acompanhados por líderes conservadores e funcionários do Departamento de Guerra, do Departamento do Tesouro e do Departamento de Justiça dos EUA, juntamente com muitas outras figuras influentes. O evento já está totalmente vendido. Estamos ansiosos para receber todos amanhã à noite em Washington”.
Situação jurídica no Brasil A viagem internacional acontece enquanto o político brasileiro enfrenta um cenário judicial desfavorável e delicado em território nacional. Desde a semana passada, o nome dele consta do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões.
A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF). Com a determinação, o ex-deputado aparece no sistema com o status de mandado pendente de cumprimento.
Possibilidades de extradição Como está nos Estados Unidos com a família, uma eventual prisão dependeria da entrega de Eduardo às autoridades brasileiras — o que passaria por um processo de extradição e pela existência de acordos internacionais.

