O mercado cambial brasileiro registra forte baixa nesta sexta-feira, acompanhando a desvalorização global da moeda norte-americana frente a economias emergentes.
Repercussão da inflação nacional e externa
Os operadores analisam os recentes indicadores macroeconômicos divulgados tanto no cenário interno quanto no exterior. O IPCA de agosto surpreendeu positivamente ao registrar uma deflação de 0,32%, superando as projeções dos analistas. Simultaneamente, o índice de preços ao consumidor norte-americano, o CPI dos EUA, apresentou um núcleo ligeiramente acima do esperado, gerando volatilidade momentânea antes de o câmbio retomar a trajetória de baixa.
Cenário político e impacto nos ativos
Além da agenda de preços, o ambiente político continua no radar dos investidores. As expectativas em torno das eleições presidenciais de outubro apontam para um cenário favorável à oposição, o que contribui diretamente para a diminuição do prêmio de risco no país e fortalece o real.
Desempenho das principais moedas
Por volta das 10h, as cotações refletiam o otimismo dos mercados com os seguintes números:
- Dólar à vista: recuo de 0,55%, cotado a R$ 5,0750.
- Dólar futuro para outubro: baixa de 0,59%, a R$ 5,0975.
- Euro comercial: queda de 0,59%, negociado a R$ 5,8893.
No exterior, o índice DXY, que compara a divisa dos Estados Unidos com uma cesta de seis moedas globais fortes, operava estável com leve baixa de 0,01%, atingindo 99,035 pontos. O movimento de enfraquecimento da moeda americana também foi observado em relação a outros pares latino-americanos e emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano.
Com o alívio na inflação doméstica e o reequilíbrio das expectativas externas, os ativos brasileiros seguem atraindo atenção e mantêm a trajetória de valorização no curto prazo.




















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