O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, determinou neste domingo (13) a transferência de computadores, documentos e celulares apreendidos para a custódia da Polícia Federal. A decisão, que ocorre logo após a queda do sigilo do inquérito, centraliza as investigações sobre o financiamento da produção cinematográfica “Dark Horse”, obra que aborda a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Origem do material apreendido
Anteriormente, os dispositivos eletrônicos haviam sido confiscados pela Polícia Civil paulista em junho, com previsão de perícia realizada por órgãos do estado. Com a nova determinação, todo o conteúdo bruto obtido dos aparelhos de alvos investigados, sejam pessoas físicas ou jurídicas, passa a ser responsabilidade exclusiva da corporação federal.
Envolvimento de parlamentar
Os registros do processo apontam o deputado federal Mario Frias, filiado ao PL, como peça central de um suposto esquema ilícito. A apuração fiscaliza indícios de fraudes em contratos, lavagem de dinheiro e utilização inadequada de verbas públicas, mapeando transações financeiras ligadas ao político, à empresa Complexsys, à Academia Nacional de Cultura e ao Instituto Conhecer Brasil.
Operação policial recente
A medida judicial sucede a Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (10). Na ocasião, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão.
Entre os principais alvos da ofensiva policial estavam o próprio parlamentar e a empresária Karina da Gama, que atua como sócia na produtora responsável pelo filme investigado.
A investigação em curso concentra esforços em apurar suspeitas de desvio de dinheiro público proveniente de emendas parlamentares, que teriam sido repassadas de maneira irregular a uma organização da sociedade civil.




















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