A Polícia Científica do estado de São Paulo recusou-se a realizar exames técnicos em celulares e notebooks apreendidos durante a primeira fase da Operação Dark Horse, que investiga a produtora Karina Gama. A recusa ocorreu após constatação de falhas nos procedimentos de segurança dos materiais enviados pela Polícia Civil.
Problemas na integridade das embalagens
Conforme apurado pelo Instituto de Criminalística, os 13 sacos plásticos que continham os telefones e computadores apresentavam aberturas amplas o bastante para permitir a passagem de cabos USB. Dessa forma, as embalagens não garantiam a impossibilidade de manipulação prévia dos dados armazenados nos dispositivos antes da chegada ao laboratório oficial.
Falhas também em unidades de armazenamento
Além dos aparelhos celulares e computadores, o mesmo problema de segurança foi detectado em quatro embalagens destinadas a guardar pen-drives. Relatórios técnicos apontam que o espaço livre nos invólucros possibilitava a retirada física dos pequenos dispositivos, colocando em risco a proteção e a validade legal das provas coletadas.
O material havia sido recolhido pelas autoridades policiais em 1 de junho, mas o encaminhamento ao setor de perícia ocorreu apenas 48 horas depois. Diante da recusa técnica formalizada em 8 de junho, os objetos retornaram à corporação de origem para a devida substituição dos invólucros e aplicação de novos dispositivos de segurança.
A correção do procedimento visa restabelecer o rigor da cadeia de custódia, assegurando a inviolabilidade probatória e prevenindo futuras contestações judiciais sobre a lisura das investigações em curso.




















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