A jornalista Patrícia Campos Mello abriu o jogo sobre os desafios de seguir os passos do pai, o fotógrafo Hélio Campos Mello, que cobria zonas de conflito internacional. Durante participação no podcast Desculpa Alguma Coisa, apresentado por Tati Bernardi, ela recordou os momentos de apreensão vividos pela família, como nos dias em que ficaram sem notícias dele durante a cobertura da Guerra do Golfo.
Infância marcada pela ausência paterna Os pais de Patrícia se separaram quando ela tinha apenas quatro anos de idade, o que impediu uma convivência diária sob o mesmo teto. Contudo, a profissão intensa do pai sempre funcionou como uma forte referência em sua formação, moldando sua percepção sobre o jornalismo desde a infância.
O impacto do sequestro na escolha profissional A repórter confessou que um episódio de sequestro envolvendo o pai quase a fez desistir de seguir na mesma área. A associação entre a carreira jornalística e a falta de tempo para a vida pessoal e fins de semana gerava dúvidas, embora a admiração pelo trabalho dele permanecesse intacta.
Vantagens de ser mulher em zonas de conflito Apesar das dificuldades iniciais com a rotina da imprensa, Patrícia se consolidou como uma das principais repórteres de cobertura internacional do país e destaca que o gênero feminino traz facilidades importantes no terreno. “Ser mulher ajuda muito mais do que atrapalha. Porque, simplesmente, você consegue entrar na casa das pessoas, acompanhar a família das pessoas, falar com as mulheres, em vários lugares onde a mulher não fala com um homem desconhecido.”, pontuou.
Reflexões sobre jornalismo e família A trajetória da comunicadora demonstra como referências familiares complexas podem moldar profissionais de destaque, equilibrando os riscos inerentes à profissão com a busca por furos de reportagem em cenários globais desafiadores.

