O Yacht Clube da Bahia repassou formalmente à Polícia Civil da Bahia uma denúncia de suposta violência contra uma colaboradora da instituição, que teria ocorrido após ampla repercussão na mídia. A direção do clube informou que disponibilizou arquivos, registros e vídeos das câmeras de segurança para auxiliar na investigação oficial.
Contexto da denúncia no estacionamento
O caso teria acontecido na terça-feira (20), nas dependências do estacionamento do clube, situado na tradicional Ladeira da Barra, na capital baiana. De acordo com os relatos que vieram a público, a funcionária teria recebido um tapa no rosto de um frequentador após afirmar publicamente que votaria no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A circulação das informações entre os frequentadores
A situação veio a público por meio de relatos repassados por pessoas próximas à instituição. Um associado divulgou um áudio no qual afirmava que sua mãe teria testemunhado o ato de violência. Além disso, o assunto circulou intensamente em trocas de mensagens entre os membros do quadro associativo.
Investigação preliminar e nota oficial
Antes de acionar a polícia, a diretoria realizou uma averiguação interna, ouvindo equipes, conversando com a funcionária e checando as filmagens. Em nota oficial, a instituição detalhou o posicionamento adotado diante da gravidade do caso:
“O Yacht Clube da Bahia informa que, diante da gravidade das informações divulgadas publicamente, encaminhou formalmente o caso à Polícia Civil da Bahia, solicitando a apuração dos fatos pelas autoridades competentes.”
O clube também destacou que a medida busca garantir uma investigação isenta e transparente:
“A iniciativa reafirma o compromisso da instituição com a transparência, a justiça e o esclarecimento dos acontecimentos, por meio de uma investigação independente, conduzida com os instrumentos legais necessários.”
Colaboração com as autoridades policiais
Para subsidiar o trabalho da polícia, a administração reforçou que todo o material disponível foi repassado aos investigadores, mantendo total abertura para novas diligências.
“Para contribuir com a apuração, o Clube entregou às autoridades os documentos, registros internos e imagens do sistema de monitoramento relacionados ao episódio, colocando-se à disposição para colaborar integralmente com as diligências necessárias.”
Posicionamento institucional e penalidades
A direção reiterou seu repúdio a qualquer conduta abusiva ou discriminatória, destacando a importância da segurança de sua equipe.
“O Yacht Clube da Bahia reafirma seu compromisso com a proteção, a integridade e a dignidade de seus colaboradores, repudiando qualquer forma de violência, discriminação ou intimidação, independentemente de quem a pratique.”
Por fim, o comunicado assinado pela diretoria ressaltou que sanções legais e estatutárias poderão ser aplicadas caso haja confirmação de culpa por parte de algum membro:
“Caso a apuração identifique e comprove responsabilidades, os envolvidos deverão responder na forma da lei. Na hipótese de participação de associado, o Yacht Clube da Bahia adotará as medidas disciplinares cabíveis, conforme previsto em seu Estatuto Social e no Regulamento do Processo Disciplinar.”

