Um grupo de 12 deputados norte-americanos formalizou acusações contra o governo de Donald Trump, apontando tentativas de interferência no processo eleitoral do Brasil. A denúncia consta em uma carta enviada na última terça-feira (6) ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na qual os parlamentares classificam a postura de Washington como uma escalada desnecessária que ameaça os laços diplomáticos bilaterais.
Retaliações diplomáticas e riscos geopolíticos
Entre os pontos destacados no documento está a cassação do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, ocorrida em agosto. A Casa Branca justificou a sanção como resposta à suposta lentidão brasileira em aprovar a nomeação de Daniel Perez como representante diplomático americano em solo nacional. Para os legisladores, essa manobra desgasta a reputação internacional dos Estados Unidos e corre o risco de empurrar o Brasil para a órbita de nações rivais da superpotência.
Pressões econômicas e o sistema de votação brasileiro
Além das questões diplomáticas, a carta aponta o uso de tarifas alfandegárias e sanções direcionadas a autoridades do Brasil como instrumentos de coação eleitoral. Os parlamentares também repercutiram notícias sobre o plano do governo dos EUA de despachar emissários ao país sul-americano com o intuito de contestar a lisura do sistema de urnas eletrônicas.
Diante disso, o bloco exigiu que o Departamento de Estado esclareça as motivações para a anulação do visto diplomático e detalhe a agenda da suposta missão oficial enviada ao território brasileiro.
Prazo e histórico de cobranças ao governo americano
O ultimato estabelecido pelos parlamentares exige que o secretário de Estado responda aos questionamentos até o dia 20 de outubro, antecedendo a realização do segundo turno das eleições. No texto, o grupo reforça que a parceria bilateral precisa ser guiada pela soberania popular. As relações entre os dois países devem se basear no respeito à democracia brasileira, independentemente de preferências partidárias da Casa Branca, pontuaram.
Esta manifestação representa o terceiro protesto formal do Congresso americano em menos de 30 dias a respeito da conduta da gestão Trump frente ao pleito nacional. Em setembro, iniciativas semelhantes encabeçadas por dezenas de deputados e senadores já haviam cobrado garantias de respeito ao resultado das urnas e expressado apreensão com o desgaste da aliança estratégica entre as nações.




















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