O governo federal norte-americano ajuizou uma ação na última quinta-feira para tentar impedir, em caráter provisório, a apuração das cédulas de mais de 20.000 eleitores na Califórnia. A medida ocorre sob a alegação da gestão Trump de que essas pessoas podem não possuir a cidadania dos Estados Unidos.
Ultimato para verificação de registros eleitorais
A movimentação judicial sucede um comunicado emitido pela agência de notícias Reuters, que revelou um ultimato enviado pelo Departamento de Justiça na última terça-feira. O órgão concedeu um prazo de 48 horas para que a administração californiana e o cartório eleitoral do condado de Los Angeles respondessem a uma exigência de auditoria nas listas de votantes, apontadas como detentoras de nomes sem elegibilidade legal.
Exigência de separação das cédulas enviadas por correspondência
Conforme as orientações expressas nas correspondências enviadas às autoridades locais, o governo determinou que os votos recebidos via correio fossem “segregadas”, sem serem tabuladas na contagem até que “a cidadania do eleitor seja determinada” através de processos de checagem.
O impasse jurídico evidencia o acirramento das disputas sobre as regras de elegibilidade e os procedimentos de apuração em redutos eleitorais estratégicos do país, a poucos dias de definições políticas cruciais.

