CPTM pagará R$ 24 milhões à Trivia Trens por despesas

CPTM vai pagar R$ 24,3 milhões à Trivia Trens

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) firmou um acordo para desembolsar R$ 24,3 milhões à Trivia Trens, valor destinado ao ressarcimento de despesas de serviços contratados pela concessionária enquanto a estatal esteve à frente da gestão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.

Detalhes do acordo financeiro

O montante exato de R$ 24.380.923,26 foi oficializado em um termo de aditamento publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo. De acordo com a CPTM, a quantia não configura qualquer tipo de remuneração à empresa privada pela prestação de serviços, servindo exclusivamente para quitar obrigações assumidas anteriormente que precisaram ser mantidas após a retomada do controle operacional.

Custos operacionais e manutenção

O planejamento financeiro contempla despesas essenciais para o funcionamento das estações até o dia 21 de outubro, prazo limite estipulado pela Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) para o período de 90 dias em que a estatal permanece no comando das linhas ferroviárias.

Entre os principais gastos previstos no documento estão R$ 2,6 milhões destinados à conservação de escadas rolantes e R$ 315,6 mil para a manutenção preventiva e corretiva de elevadores. O pacote de despesas também inclui R$ 599,4 mil para o pagamento de contas de água, esgoto e energia elétrica, além de R$ 434 mil voltados para a coleta de lixo. Outras rubricas contemplam R$ 17,5 mil para locação de purificadores de água, além de serviços gerais de limpeza de prédios e gestão de resíduos sólidos.

Contexto da intervenção estatal

A Trivia Trens havia assumido a administração das três linhas no dia 21 de julho, após concluir a fase de transição com a CPTM. Contudo, apenas três dias depois, a Artesp ordenou que a estatal reassumisse as operações devido a incidentes registrados na malha ferroviária.

Entre os episódios que motivaram a intervenção estão uma pane no sistema elétrico entre as estações Brás e Tatuapé, que paralisou temporariamente a circulação dos trens, e um princípio de incêndio em uma composição próxima à Estação Bresser-Mooca, situação que obrigou os passageiros a caminharem pelos trilhos.

Investigação em andamento

As falhas operacionais registradas no início da concessão privada chamaram a atenção das autoridades estaduais. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou um inquérito para apurar as responsabilidades pelos incidentes, e as investigações seguem em curso.