Caso Dark Horse: Aliados minimizam queda de sigilo de Flávio

Queda de sigilo sobre caso ‘Dark Horse’ não gera novo desgaste para Flávio, avaliam aliados

A derrubada do sigilo em torno das investigações sobre o financiamento do filme "Dark Horse" não causou novos impactos negativos à campanha de <b>Flávio Bolsonaro<b> (PL-RJ) à Presidência, segundo avaliação de aliados do senador. Para o núcleo político do candidato do PL, o eleitorado já havia assimilado o teor das acusações ligadas ao longa-metragem sobre a vida de Jair Bolsonaro, considerando o episódio como uma página virada.

Impacto nas pesquisas eleitorais

A leitura do grupo político ganhou força com a divulgação de um levantamento da Quaest, realizado entre os dias 11 e 13 de outubro. A pesquisa colocou o postulante do PL numericamente à frente do presidente <b>Luiz Inácio Lula da Silva<b> (PT) em um eventual segundo turno, registrando 42% das intenções de voto contra 40% do petista, configurando empate técnico devido à margem de erro de dois pontos percentuais.

A abertura dos documentos ocorreu justamente no período da coleta de dados, após o ministro André Mendonça autorizar a investigação sobre o caso. Inicialmente, o principal temor da equipe de campanha era o surgimento de novas conexões desconhecidas entre o parlamentar e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Estratégia de defesa da campanha

Com a publicidade dos autos, a avaliação interna mudou para um cenário favorável, permitindo que o candidato reforce o discurso de transparência. A defesa sustenta que os repasses financeiros consistiram em um investimento de caráter privado, argumento que, segundo o coordenador da campanha e senador Rogério Marinho (PL-RN), já foi compreendido pela sociedade.

Por outro lado, o QG governista tenta resgatar o desgaste gerado pelo caso para contra-atacar o adversário. Em resposta, a equipe bolsonarista planeja enfatizar que a responsabilidade jurídica cabe à produtora do filme, negando o emprego de verbas públicas — embora a Polícia Federal apure um possível uso de recursos oriundos de emendas parlamentares.

Crise no Supremo Tribunal Federal

A estratégia dos aliados também aposta no enfraquecimento político do atual mandatário em meio a crises institucionais envolvendo ministros do <b>Supremo Tribunal Federal<b> (STF). O entorno de Flávio argumenta que magistrados próximos ao Palácio do Planalto, como Alexandre de Moraes e Flávio Dino, acumulam desgastes perante a opinião pública.

Enquanto a Corte avalia desdobramentos de inquéritos, a campanha opositora sustenta que o relator do caso Master possui maior respaldo social. Paralelamente, o filho do ex-presidente acusa o ministro Flávio Dino de instrumentalizar investigações — a exemplo de mandados de busca e apreensão cumpridos contra aliados, incluindo Mário Frias —, com o objetivo de gerar impactos negativos em sua jornada eleitoral.