Candidatos aliados de Bolsonaro lançam site por impeachment de Moraes

Candidatos bolsonaristas ao Senado lançam site em defesa do impeachment de Moraes

Enquanto o Supremo Tribunal Federal avalia pela primeira vez a possibilidade de investigar um magistrado da própria Corte, um grupo de candidatos ao Senado colocou no ar uma página na internet exigindo o afastamento de Alexandre de Moraes.

Adesão de políticos aliados

Entre os nomes que assinam a petição estão figuras conhecidas da política nacional, como Carlos Bolsonaro (PL), Carol de Toni (PL), Carlos Jordy (PL), Carlos Portinho (PL), Marcel Van Hattem (Novo), Gustavo Gayer (PL), Bia Kicis (PL), Sanderson (PL) e Guilherme Derrite (PP). A coordenação do movimento é encabeçada por Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL).

Acusações e fundamentos do pedido

O manifesto acusa o magistrado de cometer crime de responsabilidade e cobra do Senado a instauração de um processo de impedimento. De acordo com o documento, as decisões proferidas desde a instauração do inquérito das Fake News afrontam a Carta Magna e as leis vigentes no país.

O material utiliza como embasamento mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, presentes em um relatório da Polícia Federal, que apontariam proximidade com o ministro em meio a tentativas de barrar apurações. A petição cita, ademais, um contrato de R$ 131 milhões envolvendo o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci, além da inserção do ministro André Mendonça no inquérito das Fake News. Os organizadores sustentam que tais ocorrências geraram uma turbulência inédita no tribunal.

Aderência à plataforma digital

Batizada de “Meu Senador Assina?”, a ferramenta online exibe a lista dos postulantes ao cargo legislativo que apoiam a causa, detalhando seus respectivos estados. Até as primeiras horas da última terça-feira (15), 21 dos 310 políticos convidados haviam formalizado a adesão.

Organizado por uma equipe que concluiu os preparativos durante a madrugada, o portal foi divulgado aos concorrentes por meio de mensagens eletrônicas e é classificado pelos idealizadores como um projeto cívico, sem vínculos partidários e de apelo popular.