O Comitê de Política Monetária reduziu a taxa básica de juros da economia brasileira em 0,25 ponto porcentual, fixando a Selic em 13,75% ao ano. O anúncio desta quarta-feira, 16, encerra o ciclo de encontros do órgão antes das eleições gerais no país.
Quinto corte consecutivo da Selic
A decisão unânime dos sete integrantes do colegiado, liderado por Gabriel Galípolo, marca a quinta redução seguida no indicador, que estava em 14%. Com esse ajuste, os juros atingem o menor patamar em um ano e meio, igualando o nível registrado em março de 2025, mês em que o atual ciclo de flexibilização monetária teve início.
Contexto da inflação e atividade econômica
Na avaliação oficial, a economia nacional exibe uma desaceleração gradual, em contraste com a resiliência contínua do mercado de trabalho. O colegiado ponderou que, embora os preços tenham apresentado alívio recente — com o IPCA registrando deflação de 0,32% em agosto —, as expectativas para o futuro permanecem acima das metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional.
No acumulado de 12 meses, a inflação oficial fechou em 4,22%, mantendo-se dentro do intervalo de tolerância da meta de 3% para o período. Contudo, o Relatório Focus aponta projeções de que o índice encerre o ano em 4,9%, superando o teto tolerado, o que reforça a necessidade de vigilância constante pela autoridade monetária.
Cautela e próximos passos do Copom
Diante de um panorama global marcado por tensões no Oriente Médio, incertezas fiscais domésticas e oscilações nos juros internacionais, o Banco Central adotou um tom de cautela. Os dirigentes evitaram garantir novas baixas nas próximas reuniões, ressaltando que a continuidade da flexibilização dependerá exclusivamente da evolução dos dados macroeconômicos.
O calendário do Copom para 2026 ainda prevê mais dois encontros estratégicos após o processo eleitoral, agendados para novembro e dezembro, quando será definido o patamar final dos juros para o encerramento do ano.
















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