O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu, nesta quinta-feira, 15, a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes graves, como homicídio e latrocínio. A declaração foi feita em Salvador, durante uma agenda eleitoral ao lado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).
Declaração em Salvador
Durante sua passagem pela capital baiana, o vice-presidente reforçou seu posicionamento sobre o tema ao afirmar: “Defendo a redução da maioridade, defendo 16 anos para crimes graves, como latrocínio, homicídio, crimes contra a vida. É possível.”
A manifestação de Alckmin acontece no mesmo dia em que o Senado colocou em pauta a discussão sobre alterações na PEC da Segurança Pública. O debate ganha força após a oposição apresentar uma emenda com o mesmo teor, bandeira defendida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
Articulação no Senado e resistências
O senador Camilo Santana (PT-CE) também articula a inclusão de uma medida semelhante no texto, limitando a mudança a crimes hediondos. Para protocolar a proposta, o parlamentar precisa reunir 27 assinaturas na Casa legislativa.
A iniciativa, no entanto, enfrenta forte resistência interna entre membros do PT e de outros partidos aliados ao governo. Parlamentares da base avaliam que a pauta diverge de bandeiras históricas da esquerda e debatem o impacto político da medida, o que pode atrasar a votação no Congresso.
Enquanto isso, a oposição apresentou uma proposta mais abrangente, sugerindo a redução para 16 anos na maioria dos delitos e para 14 anos em ocorrências de extrema gravidade. A pauta da segurança pública lidera as preocupações do eleitorado, aparecendo como tema prioritário para 33% dos entrevistados em pesquisa recente.
Críticas políticas e economia
Além da segurança pública, Alckmin criticou o PL e a oposição em relação a reviravoltas sobre o fim da escala de trabalho 6×1, apontando motivações eleitorais no recuo dos adversários. O vice-presidente também comentou questionamentos judiciais envolvendo redes sociais e garantiu que eventuais ajustes fiscais futuros em um novo mandato não afetarão aposentados, priorizando o corte de supersalários.

