O ministro Kassio Nunes Marques declarou-se impedido de atuar em um processo de grande repercussão no Supremo Tribunal Federal. Alegando a proximidade com o pleito eleitoral e a falta de conforto para a análise, o magistrado optou por deixar a relatoria do caso em meio a questionamentos públicos.
Esclarecimentos sobre o Banco Master
Antes de formalizar seu afastamento da Corte, o magistrado aproveitou o espaço na sessão plenária para desmentir boatos que circulavam a respeito de sua família. Ele garantiu que seu filho, o advogado Kevin Marques, jamais prestou qualquer tipo de consultoria ou recebeu honorários da instituição financeira.
Segundo o magistrado, a veracidade dessas informações pode ser confirmada por meio da quebra de sigilo bancário, medida que já foi aplicada ao caso. O ministro reforçou ainda a sua postura de imparcialidade ao longo da carreira na magistratura, destacando o histórico de suas decisões passadas.
Defesa de decisões anteriores
Para comprovar sua lisura, o integrante do STF lembrou que foi favorável à manutenção da prisão preventiva de Daniel Vorcaro e de outros investigados na mesma operação. Caso houvesse qualquer conflito de interesses ou tentativa de coaptação, argumentou, tal posicionamento não teria sido adotado.
Além disso, o magistrado fez questão de pontuar que nunca manteve conversas por aplicativo de mensagens ou qualquer outro canal com Vorcaro, refutando os boatos de proximidade com o ex-banqueiro.
Origem das suspeitas e o outro lado
A polêmica veio à tona após a divulgação de conversas extraídas do aparelho celular de Vorcaro, nas quais apareciam menções a repasses mensais de meio milhão de reais para o filho do ministro através de uma empresa de consultoria tributária.
Em nota oficial, a defesa de Kevin Marques negou veementemente qualquer ligação financeira com o banco ou com o investigado. Os representantes esclareceram que os únicos valores recebidos foram de R$ 281,6 mil da empresa Consult, referentes estritamente a serviços de advocacia na esfera administrativa, sem qualquer interferência em processos do tribunal superior.




















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