INPC de agosto registra deflação e acumula 3,98% em 12 meses

INPC tem variação negativa em agosto e soma 3,98% em 12 meses

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou uma variação negativa de -0,32% em agosto, acumulando uma alta de 3,98% nos últimos 12 meses, conforme os dados oficiais revelados nesta sexta-feira (11) pelo IBGE.

Queda puxada pela conta de luz

O principal fator para o recuo do indicador no mês foi o grupo habitação, que despencou -2,17% e gerou um impacto expressivo de -0,38 ponto percentual. O movimento foi impulsionado pelo Bônus de Itaipu, um desconto aplicado nas faturas de energia elétrica dos consumidores no período.

Julho já havia apresentado uma leve deflação de -0,01%, enquanto em agosto do ano passado o índice marcou -0,21%.

Impacto nos salários e benefícios

O INPC desempenha um papel central na economia brasileira, pois seu acumulado móvel de 12 meses serve como base para o reajuste de salários de diferentes categorias profissionais.

Além disso, o indicador é utilizado no cálculo de importantes benefícios sociais e trabalhistas:

  • O salário mínimo considera o resultado fechado em novembro;
  • O seguro-desemprego é corrigido pelo acumulado até dezembro;
  • O teto do INSS e os pagamentos acima do salário mínimo também seguem o acumulado de dezembro.

Diferenças entre INPC e IPCA

Enquanto o IPCA mede a inflação oficial para famílias com renda de até 40 salários mínimos, o INPC foca em lares com rendimentos de um a cinco salários mínimos, servindo especificamente para preservar o poder de compra dos salários.

A cesta de consumo avaliada pelo INPC contempla 367 produtos e serviços. Os alimentos, por exemplo, detêm um peso maior no INPC (cerca de 25%) em comparação ao IPCA (cerca de 21%), refletindo o padrão de consumo das famílias de menor renda. Em contrapartida, passagens aéreas possuem menor peso no índice voltado ao funcionalismo de base.