As principais bolsas da Europa fecharam em alta nesta quinta-feira (15), impulsionadas por balanços trimestrais robustos e pela queda nos rendimentos dos títulos soberanos da região. O movimento de recuperação ocorreu em meio à busca por ativos mais seguros, motivada por temores de calote (“default”) de empresas de inteligência artificial (IA), o que provocou um “sell-off” global nas ações de tecnologia.
Cotações e índices das praças europeias O índice pan-europeu Stoxx 600 registrou alta de 0,33%, encerrando aos 639,85 pontos. Na Alemanha, o DAX de Frankfurt avançou 0,33%, aos 25.382,62 pontos; em Londres, o FTSE 100 subiu 1,08%, alcançando 10.840,35 pontos; enquanto o CAC 40 de Paris valorizou 0,78%, fechando aos 7.934,70 pontos.
Volatilidade setorial e busca por proteção Durante a sessão, os mercados chegaram a operar no território negativo devido à liquidação de papéis no setor tecnológico, que recuou 1,54%. No entanto, as praças europeias se recuperaram no final do dia, acompanhando o movimento observado nos Estados Unidos. O suporte para a virada veio principalmente dos setores farmacêutico (+2,40%) e de telecomunicação (+1,85%).
Pressões no crédito de inteligência artificial O risco de crédito associado a empresas de IA voltou a preocupar os investidores, gerando uma corrida por segurança financeira. Esse comportamento elevou a demanda por títulos públicos, pressionando os rendimentos soberanos para baixo na Europa, em um movimento semelhante ao dos Treasuries americanos. Os temores também se refletiram na ampliação dos spreads dos credit default swaps (CDS) de cinco anos das hyperscalers.
Resultados corporativos sustentam o dia Entre os destaques do noticiário empresarial, as ações da Ericsson dispararam 7,82%, impulsionadas por um relatório que mostrou uma retração no lucro do terceiro trimestre inferior à projetada pelo mercado. No mesmo sentido, a Pernod Ricard avançou 0,76% após reportar uma queda nas vendas para o ano fiscal de 2027 menor do que a estimada inicialmente.
A reação favorável dos investidores aos relatórios financeiros evidencia a resiliência das empresas europeias frente às turbulências recentes no cenário macroeconômico internacional.

