O governo de Javier Milei na Argentina acumula a baixa de 32.290 empregadores desde que o presidente assumiu o cargo em dezembro de 2023. Os dados oficiais da Superintendência de Riscos do Trabalho (SRT), publicados no último sábado (10), indicam uma contração de 6,3% nos registros formais entre o penúltimo mês de 2023 e julho deste ano.
Queda contínua no mercado de trabalho
Entre o final de 2023 e o meio deste ano, o total de empregadores ativos despencou de 512.357 para 480.067 registros. O mês de julho prolongou a crise com 948 cadastros a menos na comparação mensal, completando uma sequência negativa de 18 meses seguidos de retração, acompanhada pelo fechamento de 3.485 postos de trabalho formais.
Fatores por trás do encolhimento empresarial
Especialistas esclarecem que a saída dos registros nem sempre representa a falência total do negócio. Como a SRT monitora apenas companhias com pelo menos um trabalhador formalizado no seguro contra acidentes, a exclusão pode refletir demissões totais ou mudanças burocráticas.
A retração econômica reflete a queda no consumo interno, o encarecimento dos custos operacionais e a abertura para a importação de mercadorias estrangeiras, conforme apontado por entidades do setor e pelo Centro de Economia Política Argentina (CEPA).
Pressão sobre o consumo e as contas
Entidades como a Confederação Argentina da Média Empresa (CAME) alertam que o encarecimento das tarifas de serviços públicos, aliado ao endividamento das famílias, estrangulou o poder de compra da população. Sem recursos extras, os cidadãos priorizam apenas itens de sobrevivência, derrubando o faturamento de diversos setores comerciais.
Entraves para a indústria e o comércio
Por sua vez, a União Industrial Argentina (UIA) aponta que o encarecimento da energia, a alta carga tributária e as barreiras para conseguir crédito sufocam as pequenas e médias empresas. Com o faturamento em baixa devido ao consumo fraco, esses encargos comprometem a margem de lucro dos negócios.
Enquanto a gestão de Milei aposta no corte severo de gastos públicos para combater a inflação, os efeitos variam conforme o segmento produtivo. No mês de julho, enquanto o comércio e a indústria encolheram em relação ao mesmo período do ano anterior, o setor de mineração conseguiu registrar avanço.




















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